A disputa pelo petróleo já começou
Ações de empresas petrolíferas europeias sobrem com a possibilidade do fim dos conflitos na Líbia. Novo governo deve priorizar países que apoiaram bombardeios da Otan. Foto: Divulgação Eni
Apesar de representar apenas 2% do consumo global do combustível fóssil, a Líbia é uma produtora de petróleo longe de ser desprezada. Antes do início das revoltas, o país produzia cerca de 1,6 milhão de barris de petróleo por dia e suas reservas estimadas são suficientes para manter o mesmo ritmo pelos próximos 80 anos. Para as empresas petrolíferas norte-americanas, diante da necessidade de diversificar seus fornecedores de combustível cru, a Líbia pós Kaddafi se apresenta como uma promissora alternativa. Nos meses anteriores ao início da luta, os EUA importavam 1% de petróleo do país árabe.
Em relação aos países europeus, o peso do maior produtor petrolífero da África é consideravelmente superior. A Itália trazia 20% do seu petróleo da Líbia e países como a França, Suíça, Irlanda e Áustria, 15%. Krauss lembra que a importância da nação norte-africana para a França revela-se no convite feito na segunda-feira (22) pelo presidente Nicolas Sarkozy para que o chefe do Conselho de Transição Líbio, Mustafa Abdel-Jalil, fosse à França para consultas. Coincidência ou não, dois destes países estiveram na ponta de lança no apoio da Otan aos rebeldes para depor o ditador. O premiê italiano, Silvio Berlusconi, também se reunirá com a liderança do Conselho Nacional de Transição.
Fonte : http://www.cartacapital.com.br/
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